• Patrícia Maran

Guarda compartilhada: o filho não é de um nem de outro, é de ambos.

Queridos pais, de uma vez por todas entendam: A guarda compartilhada serve mesmo para COMPARTILHAR!


Compartilhar com as mães a ausência no trabalho para levar o filho ao médico, adaptar a criança à creche, levar e buscar o filho na escola e atividades recreativas (judô, futebol, ballet, inglês e etc...) e, inclusive, permanecer com o filho na ausência da mãe para que ela possa, assim como o pai, retomar a vida social.


Quem melhor que o próprio pai para ficar na companhia dos filhos quando a mãe precisar se ausentar, seja lá qual for o motivo?


Ou além da sobrecarga “cultural” da mulher/mãe, ela é obrigada a gastar o mísero dinheiro que recebe a título de alimentos para custear uma babá, quando o pai poderia perfeitamente compartilhar com elas os cuidados dos filhos?!


Ao ser atribuído aos genitores a guarda compartilhada com base de moradia do infante em um dos lares e direito de visitas em datas e horário estabelecidos, significa dizer que é apenas um patamar mínimo a ser observado, de modo que, sempre que possível, a convivência familiar deve ser ampliada.


Mas ao contrário disso, vejo pais que lutam pelo exercício da guarda compartilhada para posteriormente furtar-se às suas responsabilidades parentais.


Mães não são apenas mães, são mulheres, donas de casa, trabalhadoras, esposas, amigas, estudantes, empreendedoras e pasmem: na maioria das vezes, são tudo isso ao mesmo tempo!

A guarda compartilhada pode ser entendida como a guarda jurídica em que ambos os pais exercem o poder familiar e se atribui igualitariamente as prerrogativas dos pais perante seus filhos.


Repito: Igualitariamente as prerrogativas “de ambos os genitores” perante seus filhos.



O objetivo da guarda compartilhada é estender aos pais, após a separação, as mesmas prerrogativas na tomada de decisões acerca dos destinos de seus filhos.


Na guarda compartilhada, não interessa quem estará detendo a custódia física dos filhos, mas a efetiva partilha da responsabilidade legal sobre eles, ao mesmo tempo. Assim, ambos são responsáveis pela criação, educação, saúde e lazer dos filhos.


Um dos pais pode deter a guarda física dos filhos, mas ambos, pai e mãe, têm os mesmos direitos e DEVERES para com eles.


Afinal, a relação de parentalidade vai ser exercida e compartilhada entre pais e filhos para sempre. Ambos poderão participar ativamente da vida dos mesmos, sem um regime de visitas rígido, respeitando, é claro, a privacidade de cada ex-cônjuge.


Por Patrícia Maran

Advogada de Família e Sucessões em Concórdia (OAB/SC 54.518)

patricia@dalpiazadv.com.br

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