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Direito à convivência familiar: evite problemas!

O tema é de grande importância, porém, delicado, porque toca o relacionamento familiar e a necessária manutenção do contato entre pais, filhos e familiares em caso de pais deparados.


É de suma importância estabelecer acordos que ajudem na manutenção e fortalecimento dos vínculos afetivos entre as crianças e seus genitores.


Este acordo não tem necessariamente que ser fixado em juízo. O acordo pode ser realizado entre os genitores de forma verbal.


O divórcio muitas vezes pode trazer conflitos e desentendimentos entre os genitores. As frustrações pelo fim do relacionamento lamentavelmente acabam atingindo os filhos e o consagrado direito à convivência familiar.


Quando não há consenso entre os pais, a ação de regulamentação de visitas serve para definir e determinar judicialmente quais serão os dias, horários e condições das visitas.


Em nome do melhor interesse da criança, o recomendado é que os genitores tentem estabelecer uma boa comunicação, desta maneira, evitam um processo mais longo e prezam pelo bem-estar dos filhos.



Não raro, casais fragilizados expõem sua instabilidade emocional recorrendo ao Pode Judiciário e, entre uma acusação e outra o direito da criança e do adolescente ao relacionamento familiar é reduzido ou ainda restringido indevidamente.


É preciso saber separar os conflitos entre os genitores dos problemas que se referem aos filhos. O uso do bom senso é indispensável para chegar a soluções amigáveis.


Com a chegada do fim do ano, datas festivas e férias escolares a dica é:


Respeitem ao máximo os termos do acordo de visitas estabelecidos, seja este verbal ou judicial.


É importante cumprir com as datas, horários e condições, mas também é essencial respeitar o momento e circunstância em que se encontra e criança.


Olhem com amor para esta situação que afeta única e exclusivamente os filhos.


Desde que o genitor visitante não apresente nenhum risco físico e/ou psíquico aos filhos no exercício do direito de visitas, sejam flexíveis, imprevistos acontecem e não são motivos para brigas.


Os filhos ficam atentos às ações de seus responsáveis e gravam as atitudes que presenciaram.


Parem, sentem, conversem e reajustem se for necessário. Os filhos do divórcio merecem respeito! A criança não consegue administrar seus sentimentos ou entender o motivo que levou àquela mudança brusca no dia a dia familiar.


É, no fim, uma equação simples. Quanto mais afeto, maior a possibilidade de justiça (Andréa Pachá).


Por Patrícia Maran

Advogada de Família e Sucessões em Concórdia (OAB/SC 54.518)

patricia@dalpiazadv.com.br

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